OUTUBRO ROSA, CUIDE-SE!

HISTÓRIA DE FORÇA, EXEMPLO DE PERSEVERANÇA

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O Outubro Rosa é um movimento importante para o compartilhamento de informações e a conscientização sobre a importância da detecção precoce do Câncer de Mama e de Útero também.

Para entendermos um pouco do impacto da doença, convidamos uma mulher guerreira que venceu essa luta, para compartilhar o que viveu. Conheça essa linda História de Força da Paula Quirino!

 Nome: Ana Paula Quirino

Idade: 39

Profissão: Fisioterapeuta e Fotógrafa

Experiência dolorosa: Câncer de colo de útero

Descobri em fevereiro de 2012, enquanto eu tentava engravidar pela segunda vez, através de alguns exames preventivos e no exame Papanicolau e foi detectado o câncer de colo de útero. Recebi uma ligação da minha médica, pedindo que eu fosse até seu consultório, enquanto estava na clínica de oncologia, acompanhando minha mãe, no qual ela fazia quimioterapia para tratar um câncer de pâncreas. Em seu consultório, ela falou meu diagnóstico e me deu opções de tratamento. Eu escolhi o mais radical, que seria a retirada total do órgão, uma vez que não queria correr riscos de metástases.

Meu núcleo familiar eram minha mãe que também estava com câncer, meu marido, filho de 5 anos, eu e Buck, meu cachorro e amigo inseparável. Nós já estávamos bem acostumados a conviver com o câncer em nosso dia a dia, pois minha mãe morava conosco e estava tratando a doença desde 2010. Então, encaramos com naturalidade. O apoio e os comentários que mais me deram forças foram da minha mãe, que disse que se ela estava vencendo a luta contra o câncer, eu também venceria. Do Gabriel, meu filho, quando expliquei que não poderia mais dar-lhe  “irmãos da barriga” – pedido feito até nas cartinhas ao Papai Noel. Ele, na sabedoria dos seus cinco anos, me disse: “depois a gente anota um irmão”, referindo-se à adoção. E do Alexandre, meu marido que me deu muita força, principalmente por  não podermos mais ter filhos.

Os momentos mais difíceis do tratamento foram as três cirurgias que tive que me submeter e a recuperação de todas as cirurgias na UTI. Descobri da pior forma, depois da anestesia geral, demorou mais do que o normal para voltar a respirar. Fiquei no respirador, em ventilação mecânica, acordada sem saber se eu tinha que respirar ou deixava a máquina respirar por mim, entubada. Foi a pior sensação, a pior parte!

Nunca me passou pela cabeça não conseguir, não me curar ou não sobreviver. Sempre fui muito otimista e brincalhona e acho que esse foi grande diferencial durante meu tratamento. Fé, amor, bom humor e minha médica maravilhosa, Dra. Sonia Ferri, que me presenteou com vida, pela segunda vez. Ela fez meu único parto e cinco anos depois, retirou meu útero doente, permitindo que eu continuasse vivendo.

Hoje encaro a vida com mais leveza e sou agradecida por todos os momentos. Lembro-me que no leito da UTI, depois da última cirurgia, prometi a mim mesma que não passaria por tudo isso em vão. Falaria para todas as mulheres, que eu tivesse oportunidade, sobre a importância de fazer os exames preventivos, uma vez por ano. E foi dai que tive a ideia de fazer um ensaio fotográfico com mulheres que tiveram algum contato com o câncer. Depois desse ensaio, eu e Ellen Morbeck, amiga e fisioterapeuta em oncologia, criamos o Evento Retratos de uma Luta – um dia para troca de experiências entre pessoas que estão passando pela mesma luta,  com momentos de alegria, atividade física dirigida, cuidados com beleza e autoestima, ensaios fotográficos, oficinas de maquiagem, doações de cabelos para confecção de perucas, lenços e alimentos para instituições de caridade que cuidam de pessoas com câncer. É um evento beneficente, contamos com apoio total de voluntários e apoiadores para conseguirmos custear o evento. Já tivemos duas edições do evento, mas estamos com receio de que não consigamos continuar com o projeto, por falta de apoio financeiro.

E você que está lendo e está passando por algum momento difícil em relação ao câncer, que você nunca perca a fé e a vontade de viver. Tenha bom humor e aceite cada experiência, boas ou ruins, como aprendizado. Cuide do corpo e da alma, esteja próximo das pessoas que ama e viva cada dia de uma vez! Depois, você estará aqui, contando sua história, assim como eu!

Paula Quirino, 39 anos, fisioterapeuta, fotógrafa e mais uma vencedora!

 

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